domingo, 20 de junho de 2010

Um torcedor mirim foi até a África para assistir os jogos da seleção
Chegando lá descobriu varias lendas Africanas, Mais ele não tinha nome, precisávamos escolher um nome para ele. Criei com as crianças esse torcedor e cada turma escolheu um nome para ele. Esse torcedor trouxe uma lenda da África para contar. As crianças adoraram essa atividade. Foi muito estimulante, criativo e educativo.
O SAPO E A COBRA
LENDA AFRICANA


Esta fabula do folclore africano faz-nos refletir sobre como o mundo seria melhor sem os preconceitos que afastam as pessoas.

Era uma vez um sapinho que encontrou um bicho comprido, fino, brilhante e colorido deitado no caminho.
- Oi! O que você está fazendo estirada na estrada?
- Estou me esquentando aqui no sol. Sou uma cobrinha e você?
- Um sapo. Vamos brincar?
E eles brincaram a manhã toda no mato.
- Vou ensinar você a subir na árvore se enroscando e deslizando sobre o tronco - disse a cobra.
E eles subiram.
Ficaram com fome e foram embora, cada um para a sua casa, prometendo se encontrar no dia seguinte.
- Obrigada por me ensinar a pular.
- Obrigado por me ensinar a subir na árvore.
Em casa o sapinho mostrou para a sua mãe que sabia rastejar.
- Quem ensinou isso a você?
- A cobra minha amiga.
- Você não sabe que a família da cobra não é gente boa? Eles têm veneno. Você está proibido de brincar com cobras. E também de rastejar por ai. Não fica bem.
Em casa a cobrinha mostrou a mãe que sabia pular.
- Quem ensinou isso a você?
- O sapo meu amigo.
- Que besteira! Você não sabe que a gente nunca se deu com a família do sapo eles são bom apetite! E para de pular. Nós as cobras não fazemos isso.
No dia seguinte cada um ficou no seu canto.
- Acho que não posso rastejar com você hoje
Pensou o sapo.
A cobrinha olhou, lembrou do conselho da mãe e pensou: Se chegar perto, eu pulo e te devoro.
Mas lembrou-se da alegria da véspera e dos pulos que aprendeu com o sapinho.
Suspirou e deslizou para o mato.
Daquele dia em diante, o sapinho e a cobrinha não brincaram mais juntos. Mas ficaram sempre no sol, pensando no dia em que foram amigos

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